MENTALIDADE CONSCIENTE: O Existencialismo e a crença em Deus, uma reflexão para 2026
Você crê em Deus? E quem é ateu, mas tem princípios morais que valorizam o ser humano? Quem é merecedor do reino dos céus? A primeira coluna de 2026 traz uma importante reflexão para o ano que começa.
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Estamos em 2026. Que TODOS tenhamos um ano onde a felicidade faça parte do cotidiano em nossas vidas e que possamos refletir e sintonizar uma frequência vibratória elevada no processo para despertar a consciência.
Na Coluna de hoje, vou tratar do EXISTENCIALISMO de Sartre e do humanismo que essa filosofia enseja. O autor era ateu, não acreditava em Deus, porém, seus ensinamentos são, talvez, a maior riqueza para a liberdade consciente que o ser humano deva ter e mais humanista que a concepção e praxis da maioria dos cristãos. A sabedoria de suas letras não trata sobre moral, religião, Cristo ou Deus. Trata sobre a existência humana e as complexidades para uma vida consciente. Sua obra prima foi “O Ser e o Nada” e o ensaio “O existencialismo é um humanismo” pode ser o ponto de partida para conhecer seu pensamento.
O video abaixo sintetiza em 2min45seg a essência do pensamento existencialista sobre a educação dos filhos. A visão humanista da mãe e a sabedoria profunda de sua concepção merece nossa atenção. Ela declara que criou seus filhos sem acreditar em Deus e fora do controle religioso. A educação foi balizada por quatro pilares: 1) Liberdade Intelectual; 2) Empatia e Dignidade Humana; 3) Autonomia Moral; 4) Arte, Ciência e Filosofia.
Assim, seus filhos não precisam de “céu para ter ética, nem inferno para ter limites”.
Na filosofia existencialista percebemos a não necessidade da dependência e do temor a Deus para a nossa construção como seres humanos conscientes de seu papel social. O humanismo que exalam em sua PRAXIS é consciente sem necessidade de crenças que limitam o campo da plenitude de nossa liberdade.
O fato da crença na existência ou não de Deus perde força perante às leis físicas e naturais do universo com suas consequências em caso de insurgência contra as mesmas.
Por exemplo, na Lei de Ação e Reação está claro que tudo o que fazemos volta na mesma medida e proporção. Então se pensamos ou fazemos o mal, o Universo vai dar o devido retorno proporcional, portanto, cai o conceito de pecado e de pedir perdão a Deus. Quem planta tempestade, colhe tempestade ou a lei de ação e reação perde o sentido.
As leis universais sublimam a necessidade de crer ou descrer em Deus. Esse entendimento dá passos largos à consciência existencial.
Essa mentalidade nos liberta da necessidade de mitologias e do controle mental imposto pelas religiões. Eu costumo dizer que é muita arrogância de nossa parte achar que entendemos a divindade. Sequer conhecemos cientificamente 5% da composição do universo. 95% são compostos por substancias misteriosas e invisíveis sobre as quais a ciência ainda não entende.
A necessidade da religião para explicar um Deus antropomórfico como se fosse a extensão das virtudes e dos vícios humanos, tem expressão na magnifica obra “A Criação de Adão” de Michelangelo na Capela Sistina do Vaticano. O velho de barba quase tocando o dedo humano (Adão) está a milhões de anos luz de distância da verdade sobre o maestro do Cosmos ou do arquiteto do universo.
O humanismo existencialista não precisa dessas explicações teológicas por ser capaz de suportar a ausência dessas explicações, de reconhecer o enigma de sua presença no mundo, de se dispensar de todo o julgamento negativo para aceitar a vida em toda a sua complexidade sem moralismos religiosos.
A compreensão filosófica clareia o pensamento, desperta a consciência, permite o entendimento sobre as normas sociais e liberta da obediência oprimida perante a sujeição religiosa que esmaga a verdade. Sua praxis não subjuga, liberta. Partindo do ser livre e pensante, desemboca em uma moral altruísta, generosa, humanista.
O existencialismo é um salto na consciência com uma vida sem temor moral. Afinal, a consciência tem que ser consciente sem imposição de medo ou angústia espiritual. A vida que merece ser vivida é livre e consciente sem necessidade de crer ou temer a Deus. Assim, voce estará pronto para justificar sua vida por aquilo que você e não Deus, fará dela. Você está no controle e enfrenta as consequências de seus erros.
Esse nível de compreensão filosófica tem por base a dignidade e o compromisso de lutar por justiça, por igualdade, por emancipação dos indivíduos e dos povos. O humanista tem a liberdade, a autenticidade, a ética e a lucidez no centro de sua praxis e o valor da vida deve ser dado com consciência e sentido.
O cerne de uma vida bem vivida é a mentalidade consciente das leis universais e espirituais. É fazer o certo não por temor ou medo de suas consequências, mas por amor humano sem julgar ou condenar quem pensa diferente. Afinal, a crença em Deus por si só não tem serventia alguma. A praxis do amor é o único e verdadeiro sentido da vida.

Carlos Castro
Carlos Castro cursou Jornalismo no Ielusc, tem forte formação sindical e já trabalhou em diversas emissoras de rádio de SC. Liderou movimentos sociais, partidários e hoje é colunista do Chuville Notícias. Sua coluna semanal "Mentalidade Consciente" traz reflexões fundamentadas que servem de inspiração para a sociedade frenética atual. Contato: castrorevival@gmail.com










