OPINIÃO: PT vai cometer um erro?
Por Fabio Marcelo da Silva, formado em Jornalismo, com pós-graduação em Gestão Pública e servidor público municipal há 25 anos.
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Dando os devidos créditos, o Jornalista Luiz Veríssimo na sua coluna de hoje do SC em Pauta afirma que o PT de Joinville pretende lançar três candidaturas para concorrer à Assembléia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), se fizer isso estará cometendo um erro histórico.
E aqui não vai qualquer questionamento sobre a legitimidade ou a importância histórica dos três nomes apontados como pré-candidatos. O que se discute aqui não é legitimidade ou história partidária dos nomes, mas sim uma das mais consolidadas ciências da humanidade, a matemática.
A vereadora Vanessa da Rosa, a ex-vereadora Ana Lucia Martins e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos Rodolfo de Ramos são nomes históricos do PT de Joinville e todos têm condições de representarem o partido na Alesc como deputados estaduais. O problema é a quantidade de votos necessários para a conquista de uma vaga.
Em 2022, das 40 vagas para deputado estadual, apenas 4 foram eleitos com menos de 26.000 votos (Marcos Rosa 25.845, Estener Sorato 25.622, Lucas Neves 23.053 e Matheus Cadorin 12.390). Sem contar votações de Lula para presidente (2022), Décio Lima para governador (2022) e Carlito Merss para prefeito (2024), o PT nas suas chapas proporcionais em Joinville tanto em 2022 quanto em 2024 não atingiu 30.000 votos. Isso demonstra claramente que o PT hoje em Joinville fica numa margem entre 5% a 7% dos votos (dependendo da abstenção).
As entidades de classe da cidade (ACIJ, Ajorpeme, CDL, Acomac) recomendam que os partidos não lancem várias candidaturas para que Joinville possa aumentar sua representatividade que hoje se resume a 4 deputados estaduais. Se estas entidades recomendam para os partidos de centro e direita, que possuem muito mais eleitorado que não pulverizem candidaturas, por óbvio tal recomendação serve em dobro para o PT de Joinville.
Esta é uma eleição importantíssima, estará em jogo a manutenção do projeto nacional para impedir a volta da extrema direita ao poder, mas também prepara a eleição de 2028, espaço onde o PT de Joinville precisa avançar.
O PT de Joinville não pode cometer esse erro, 3 candidaturas para a Alesc é assinar atestado de incompetência, é deixar uma pequena possibilidade do campo progressista fazer uma vaga na Alesc e voltar a ter dois mandatos na cidade escapar.
Ainda tem tempo do PT de Joinville rever seu planejamento, hoje não há outra alternativa, é uma candidatura para a deputado estadual e outra a deputado federal, com todo o partido mobilizado. Uma eleição à Alesc e com um mandato na Câmara de Vereadores, recoloca o PT de Joinville no jogo para a eleição de 2028.
Enfatizo, não se trata de legitimidade que todos os nomes colocados tem, se trata de lógica, de mobilizar a militância para um projeto real, com chance de ter êxito. É a hora do PT de Joinville mostrar que não é um partido de cúpula ou pautado em interesses pessoais, um partido que vai aglutinar em vez de dividir, é possível?

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